2 de jul. de 2011

Etica, palavra bonita!

O futebol é o esporte mais popular do mundo. Milhões de indivíduos se unem de quatro em quatro anos para prestigiar o que é uma idolatria mundial. No entanto muitos ainda não sabem que cada vez mais este esporte esta sendo desvestido de ÉTICA.
Falar sobre o futebol no Brasil é fácil, todo mundo sabe pelo menos do que se trata. A frase “no Brasil, todo mundo é técnico de futebol” promulga bem a força com que esse esporte consegue as pessoas aqui em nosso país. Neste momento, estamos com nossos pensamentos voltados para a Copa do Mundo, onde poderemos manifestar a tradição de enfeitar as ruas, pendurar bandeiras e viver intensamente a copa de 2014, mas até lá teremos muitas dúvidas no ar sobre este evento que esta sendo preparado para o mundo.
Mas e falar da ética no futebol? O que envolve essa ética? Neste pequeno comentário vou analisar o que é ética. Entende-se por ética quaisquer regras que são dadas de modo normativo. Ou seja, existem normas de conduta que uma pessoa deve seguir, que variam de sociedade para sociedade, e que ao agir de acordo com essas normas, fazem com que essa pessoa aja de modo ético. Portanto, falar de ética significa falar de uma ação que é guiada por um padrão construído socialmente.
No futebol temos na minha opinião apenas um exemplo prático a questão do “fairplay”, palavra esta que significa “jogo limpo”. Bem, a partir dos elementos lealdade, honra e jogo limpo já dá para imaginarmos o que fairplay significa na prática: honestidade na execução da tarefa e respeito pelo adversário. A ideia do fairplay é bastante bonita, pois procura tratar o esporte como uma prática lúdica, que remete ao prazer de jogar. No entanto, vivemos em mundo capitalista em que o dinheiro e a profissionalização norteiam essa prática. Você já deve ter ouvido seus pais ou avôs comentando que os jogadores de hoje não têm ética; que bons eram os de antigamente que não pensavam em dinheiro: gostavam de jogar e entravam em campo para ganhar.
Hoje, com a extrema profissionalização e, junto com ela os super salários, muitos jogadores têm medo de ser machucar, jogando de modo mais cauteloso.Podemos dizer que hoje os atletas de futebol não atuam com ética? Se sua análise for racional, perceberá que eles atuam com ética sim, haja vista que fazem tudo o que é exigido deles. O que é preciso lembrar é que atletas são profissionais e que “jogar com o coração”, embora faça o esporte ficar mais bonito e apaixonante, não é uma exigência de contrato e, portanto, a falta com esse item não faz com que o jogador seja menos ético no exercício de sua profissão.
Tudo isso faz com que cheguemos a uma conclusão: o futebol talvez seja o esporte que mais esteja próximo de se tornar uma mercadoria: o jogador é “vendido” ou “comprado”; os preços dos ingressos são abusivos; assim como as camisas oficiais.
A cada temporada o futebol fica ainda mais comerciável: álbum de figurinhas; lanchonetes oficiais e etc...
Restam então as perguntas: Qual é a ética existente no uso do jogador como mercadoria? E no uso de um esporte e de um campeonato (como é o caso da Copa do Mundo) como instrumento de marketing é uma ação conduzida eticamente? Os gestores e suas ações anti-desportivas? Enfim temos tantas questões que precisam ser reavaliadas no mundo do futebol.

24 de jun. de 2011

Aprender!!!

A palavra aprender soa de diversas formas, muitos gostam dela e procuram sempre aprimorar seus conhecimentos, ou procurar agir de forma que não cometam os mesmos erros, que para alguns de certa forma são "corriqueiros" no mundo do futebol.Mas essa palavra por mais simples que seja não chega com "bons olhos" aos gestores do futebol em nosso Brasil.

Andar sempre na linha não significa cometer sempre os mesmos erros.

Quem tem um minimo de conhecimento no futebol, tanto em termos administrativos como em termos técnicos sabe das responsabilidades e causas de contratações erradas a cada momento de um clube de futebol, existem clubes que contratam mais de 20 jogadores a cada ano ou até mesmo a cada semestre, e porque será que estes clubes nunca saem da mesma situação? seria apenas um acaso? Sem dúvida que todas as causas desses erros não são consequencias do acaso, isso se chama basicamente planejamento, e olha que não estou me referindo a planejamento estratégico e simplesmente o planejamento tecnico da temporada.

Um clube com potencial enorme nunca sai do buraco não é porque a região é pobre ou não existem patrocinadores e sim porque estão agindo errado, temos que parar de colocar a culpa no dinheiro e admitir que estamos administrando o futebol do clube de forma errada, sem organização básica.

31 de mai. de 2011

Reflexões para gerentes de empresas esportivas

Para quem começa a gerir uma instituição são várias as perguntas que devemos fazer, entre elas, em que negócio esta a empresa?, Qual o terreno de jogo?, as respostas a estas duas perguntas básicas possuem um impacto relevante e o desempenho do presente e do futuro da sua unidade de negócios.
Identificar o terreno de jogo passa por ter claramente visualizada a necessidade que o mercado procura satisfazer, os mercados e seus objetivos pretendidos, os produtos e serviços para este mercado e o setor competente para tal segmento.
Falar da necessidade é falar da permanência no tempo, as necessidades são essências insaturável, por que, focar o negócio e sua razão de ser nelas , facilita a adaptação no entorno, e mais, de contribuir com a permanência do negócio no tempo.
As empresas que definem seu terreno de jogo com base em processos e atividades estão condenadas ao fracasso. Os processos e atividades se tornam obsoletos, as necessidades não. Quem identifica com precisão a necessidade de satisfazer tem maiores probabilidades de enconrar sempre as oportunidades, e de não padecer na enfermidade empresarial conhecida como miopia de marketing. Por todas estas razões, identificar o terreno de jogo é uma decisão transcendental para a direção estratégia de uma EMPRESA ESPORTIVA.
Definir adequadamente a missão determina o sentido, pertinência e indicação a gestão da EMPRESA ESPORTIVA. Seus líderes irão entender porquê e para que a instituição existe e fundamentam suas decisões sobre a base de fazer realidade esta declaração.
O anterior ajuda a demonstrar o mito a visão míope detectado no mercado que refere ao esporte como um negocio de EQUIPE/CLUBE, substituindo pela concepção de ESPORTE/INDUSTRIA onde somente as empresas tem possibilidades de êxito.
Com relação a visão organizacional, o autor concreta sua proposta em umas poucas linhas; a visão é o objetivo macro que pretende alcançar a empresa em longo prazo. Este é o cenário desejado e por isso terá que trabalhar. Uma EMPRESA DE ESPORTE deverá responder a "um grande objetivo", um resultado desejado a longo prazo, que contemple visões elevadas em todos os aspectos organizacionais respaldados na declaração de missão, incorporando o elemento "tempo" e que se aspira alcançar este grande objetivo.
A VISÃO ESTRATÉGICA vai mais além de jogar um torneio, participar de competições internacionais e ser campeão. Isto é considerar o sonho da UNIDADE DE NEGOCIOS, e de seus membros e grupos de interesse de X até XX anos.. Deverá ser uma forma de alimentação para que possa motivar o talento humano a trabalhar para alcançar.
Nos negócios, quando as coisas se tornam difíceis, o primeiro que alguns diretores fazem é arquivar seu PLANO ESTRATÉGICO e dedicar-se a voltar a trabalhar o dia a dia, implantando como sendo uma ferramenta filosófica de apoio, temos uma frase que é muito conhecida "como estamos vivendo, vamos vivendo", o que termina gerando catástrofes que induzem ao fechamento do clube.
Paradoxalmente, em crise, nada mais conveniente do que ter a direção da empresa claramente definida, sabe o quão longe ele aspira, o que resulta em médio e longo prazo é desejado, em suma, ter uma direção clara indicando o norte como sendo o percurso planejado.
Dar a volta ao pensamento estratégico é condenar a influência do tempo e do ambiente, basta apagar o fogo pequeno, médio e grande porte que são acionados todos os dias como parte do gerenciamento é reconhecer que, como líderes, temos muito pouca influência sobre destino e os resultados da nossa empresa.
Planejar estrategicamente em tempos de turbulência e incerteza é uma obrigação. Ela ensina o curso de direção e sentido para a gestão. O planejamento é parte da solução.
Quanto aos valores em causa são, eles que descrevem os princípios que presidem à gestão da empresa esportiva. Estes são os códigos de conduta. Isso corrobora com a cultura da empresa a ser compartilhada por cada um dos seus membros. Todas as decisões tomadas neste documento estão a elaboração de valores. E para toda a sua força produtiva, o diário.
Em resumo, a visão, missão e valores são pilares fundamentais no processo de gestão estratégica.

Fonte: Esportes e Negócios(esp)

10 de mai. de 2011

Três caminhos!

Como sempre falo na administração, existem diversas formas de fazer futebol, a errada, sem planejamento, a mais adequada objetivando reverter os erros cometidos em temporadas passadas, não que seja essa a salvação de todos os clubes, mas temos diariamente informações na mídia de equipes que não entendem a necessidade de mudar, e acabam fechando, equipes que analisaram e projetaram o futuro da melhor forma possível objetivando consertar erros do passado, existem ainda as que irão a partir de determinado momento cuidar do futebol amador.

Como é de conhecimento de todos os torcedores e apaixonados pelo futebol em geral, o Brasil passou por um período de descaso por parte dos dirigentes desportivos, e hoje sua grande maioria possui gigantesca divida trabalhista em decorrência de má administração. Equipes tradicionais em todo nosso país estão e passaram por “maus bocados” o que nos remete a três caminhos, os que estão em processo precário, os que quebraram e os que projetaram os problemas há alguns anos e estão renascendo.

Temos a visão inicial das equipes que ainda não fecharam e que podem fechar a cada momento, como noticia recente o Clube do Remo, um dos gigantes na década de 90 no futebol Brasileiro possui uma divida trabalhista de 8 milhões de reais o que esta fazendo a justiça trabalhista de seu estado solicitar a penhora de seus bens, alguma novidade?Não, isso é apenas o retrato do futuro de muitos clubes.

Ontem foi noticiado na imprensa paulista que dois clubes do maranhão, o Moto Club sendo o mais tradicional e o JV Liberam fecharam as portas do futebol profissional, ambos alegaram que a principal culpada pelo seu fechamento seria a Federação do estado do Maranhão, na minha análise critica isso é mais uma “desculpa furada” pela má administração no nordeste.

Pelo lado mais profissional temos exemplo o Santa Cruz pernambucano que esta jogando ao lado do Club do Remo a quarta divisão nacional, mas este prevendo problemas futuros passou por um processo de transformação de associação sem fins lucrativos para clube empresa, este fator seria o mais adequado a grande maioria de nossos clubes nacionais para evitarem os fatos que ocorrem com Remo, Moto Club, JV Liberal e muitos outros que devem surgir nos próximos dias/meses.

7 de mai. de 2011

Gestão Esportiva

Para quem começa a gerir uma instituição são várias as perguntas que devemos fazer, entre elas, em que negócio esta a empresa?, Qual o terreno de jogo?, as respostas a estas duas perguntas básicas possuem um impacto relevante e o desempenho do presente e do futuro da sua unidade de negócios.

Identificar o terreno de jogo passa por ter claramente visualizada a necessidade que o mercado procura satisfazer, os mercados e seus objetivos pretendidos, os produtos e serviços para este mercado e o setor competente para tal segmento.

Falar da necessidade é falar da permanência no tempo, as necessidades são essências insaturável, por que, focar o negócio e sua razão de ser nelas , facilita a adaptação no entorno, e mais, de contribuir com a permanência do negócio no tempo.

As empresas que definem seu terreno de jogo com base em processos e atividades estão condenadas ao fracasso. Os processos e atividades se tornam obsoletos, as necessidades não. Quem identifica com precisão a necessidade de satisfazer tem maiores probabilidades de enconrar sempre as oportunidades, e de não padecer na enfermidade empresarial conhecida como miopia de marketing. Por todas estas razões, identificar o terreno de jogo é uma decisão transcendental para a direção estratégia de uma EMPRESA ESPORTIVA.

Definir adequadamente a missão determina o sentido, pertinência e indicação a gestão da EMPRESA ESPORTIVA. Seus líderes irão entender porquê e para que a instituição existe e fundamentam suas decisões sobre a base de fazer realidade esta declaração.

O anterior ajuda a demonstrar o mito a visão míope detectado no mercado que refere ao esporte como um negocio de EQUIPE/CLUBE, substituindo pela concepção de ESPORTE/INDUSTRIA onde somente as empresas tem possibilidades de êxito.

Com relação a visão organizacional, o autor concreta sua proposta em umas poucas linhas; a visão é o objetivo macro que pretende alcançar a empresa em longo prazo. Este é o cenário desejado e por isso terá que trabalhar. Uma EMPRESA DE ESPORTE deverá responder a "um grande objetivo", um resultado desejado a longo prazo, que contemple visões elevadas em todos os aspectos organizacionais respaldados na declaração de missão, incorporando o elemento "tempo" e que se aspira alcançar este grande objetivo.

A VISÃO ESTRATÉGICA vai mais além de jogar um torneio, participar de competições internacionais e ser campeão. Isto é considerar o sonho da UNIDADE DE NEGOCIOS, e de seus membros e grupos de interesse de X até XX anos.. Deverá ser uma forma de alimentação para que possa motivar o talento humano a trabalhar para alcançar.

Nos negócios, quando as coisas se tornam difíceis, o primeiro que alguns diretores fazem é arquivar seu PLANO ESTRATÉGICO e dedicar-se a voltar a trabalhar o dia a dia, implantando como sendo uma ferramenta filosófica de apoio, temos uma frase que é muito conhecida "como estamos vivendo, vamos vivendo", o que termina gerando catástrofes que induzem ao fechamento do clube.

Paradoxalmente, em crise, nada mais conveniente do que ter a direção da empresa claramente definida, sabe o quão longe ele aspira, o que resulta em médio e longo prazo é desejado, em suma, ter uma direção clara indicando o norte como sendo o percurso planejado.

Dar a volta ao pensamento estratégico é condenar a influência do tempo e do ambiente, basta apagar o fogo pequeno, médio e grande porte que são acionados todos os dias como parte do gerenciamento é reconhecer que, como líderes, temos muito pouca influência sobre destino e os resultados da nossa empresa.

Planejar estrategicamente em tempos de turbulência e incerteza é uma obrigação. Ela ensina o curso de direção e sentido para a gestão. O planejamento é parte da solução.

Quanto aos valores em causa são, eles que descrevem os princípios que presidem à gestão da empresa esportiva. Estes são os códigos de conduta. Isso corrobora com a cultura da empresa a ser compartilhada por cada um dos seus membros. Todas as decisões tomadas neste documento estão a elaboração de valores. E para toda a sua força produtiva, o diário.

Em resumo, a visão, missão e valores são pilares fundamentais no processo de gestão estratégica.

3 de mai. de 2011

Duas empresas! mesmas ações! Serão os mesmos destinos...

Nos ultimos dois anos começamos a vivenciar a mudança de cidade de dois clubes empresa, estes que estavam despontando no cenário nacional, as equipes na época eram denominadas Grêmio Barueri e Guaratinguetá. Ambas foram filiadas no final da década de 90 na federação paulista de futebol e tiveram acessos constantes nas competições que disputaram nas temporadas subsequentes.

O clube da cidade de Barueri foi o primeiro a fazer as malas e mudar de cidade, em 2008 tornou-se clube empresa e em dezembro de 2009 transferiu-se para a cidade de Presidente Prudente, essa é a segunda temporada no futebol nacional com o nome de Grêmio Prudente. O clube que conquistou acessos nos mais diversos campeonatos, após sua mudança de cidade começa a colecionar descensos, com o paulista desta temporada serão dois em menos de 2 anos, no ano passado foi o rebaixamento no campeonato Brasileiro da Série A.

O Guaratinguetá em 2004 tornou-se clube empresa, no final da temporada de 2010 um ano depois do Prudente mudar de cidade a equipe de Guaratinguetá também mudou de cidade e nome, hoje o Americana começou uma ótima temporada no Campeonato Paulista e terá um campeonato Brasileiro da Série B junto com o Prudente. Fica a expectativa dos próximos capitulos dos dois clubes, quais fatores devem servir de alerta para  o Americana. Temos então um grande tema para pesquisa administrativa, quais foram os erros gerenciais cometidos pelos gestores dessas duas grandes empresas esportivas e quais ações deveriam ser adotadas antes desse processo de mudança.

Sem pesquisar a fundo o assunto de cada clube acredito ser fator determinante para os resultados negativos do Prudente a questão cultural que determina o processo de adaptação de uma sociedade a tal procedimento, mesmo sendo apaixonado por futebol não estamos acostumados a presenciar estas "mudanças de cidades".

Fica a duvida se na cidade de Americana o clube conseguirá de uma forma criativa transformar a mente da sociedade local (empresas e sociedade), ou teremos resultados negativos apartir do segundo sesmestre do primeiro ano de mudança, lembramos que no primeiro semestre de 2010 o Prudente ficou em terceiro no campeonato paulita da A-1, posteriormente rebaixou no Brasileirão e esta rebaixando no Paulistão nesta temporada.

Torço para que tenhamos cada vez mais empresas gerindo os clubes de futebol e como um brasileiro  tradicional fico na esperança de não vermos mais estas mudanças de cidade, oque faz com que torcedores e clubes percam totalmente sua identidade, saliento que o fator identidade foi analisado pelo Americana, mudaram totalmente, ou seja, deram uma nova cara ao negócio, o que não foi desenvolvido pelo "co-irmão". podemos destacar este como um fator muito importante e positivo, comparando com o Prudente que manteve praticamente todo o seu design, mascotes e cores.

13 de fev. de 2011

Futebol!

Um titulo que não diz nada ou simplismente tudo, em nosso pais somos todos apaixonados por futebol, em todos os locais que vamos o primeiro assunto é futebol, mas como é realmente este mundo do futebol? Quais questões envolvem um clube diariamente? Oque move o torcedor? Precisamos tratar o futebol de que forma?

Estarei iniciando uma série de questões relacionadas a administração no futebol, as questões fora de campo que movimentam os bastidores 24 horas por dia.

A virada do futebol brasileiro (Um sonho)!

O ano é 2020 a marca de uma nova era no futebol brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol abriu mão do gerenciamento das Série A e ...