Mostrando postagens com marcador Gestão no futebol. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Gestão no futebol. Mostrar todas as postagens

26 de dez. de 2018

A virada do futebol brasileiro (Um sonho)!

O ano é 2020 a marca de uma nova era no futebol brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol abriu mão do gerenciamento das Série A e B do Brasileiro e então é criada  a MAIOR liga de futebol do mundo, bem ao menos este é o planejamento estratégico desenvolvido pela equipe de trabalho do CEO da entidade que a partir de agosto deste ano administra o futebol nacional.

A competição terá em sua primeira edição os 16 melhores colocados no Brasileirão de 2019 mais os dois melhores da segunda divisão, a Serie B também será administrada pela LIGA e contará com 24 clubes, para fortalecimento do futebol nas divisões inferiores a CBF irá concentrar suas forças nas próximas divisões, além de ser  a responsável pela seleção brasileira e Copa do Brasil, ainda existe a possibilidade da criação de uma nova entidade de gerenciamento das ligas menores, mas no momento não houve um consenso sobre tal procedimento.

Com o fim dos grandes clubes jogando os campeonatos estaduais as federações precisam se adequar as novas demandas do esporte, as séries E e F serão criadas em caráter estadual, sendo os campeões classificados para as fazes seguintes que irão determinar os acessos as divisões maiores.

Um calendário justo e administrado por uma nova instituição que visa o fortalecimento do produto futebol.

Série A   34 jogos 
18 clubes
(34 rodadas 3 equipes rebaixadas diretamente e a 15ª enfrenta o quarto da Série B em dois jogos de mata mata)
Série B 50 jogos
24 clubes (46 rodadas 3 sobem direto, mais 4 equipes jogam mata mata e o vencedor destes confrontos enfrenta o 15º da Série A em dois jogos)
(4 últimos serão rebaixados)
Série C 40 jogos
24 clubes (2 grupos de 12 clubes regionalizados)
( Segunda fase 10 clubes Turno e Returno)
Série D 30 jogos
48 clubes (4 grupos de 12 clubes regionalizados- classificam 4 de cada grupo para a segunda fase - dois últimos de cada grupo serão rebaixados)
(Fazes seguintes mata mata até os acessos a Série C)
Série E
(Fase inicial dentro dos estados e depois fazes mata mata até os acessos a série D - 8 equipes no total sobem a série D- Rebaixamentos definidos em cada estado)
Série F
(Fase inicial dentro dos estados que irão definir os classificados a Série E -Acessos definidos em cada estado)

Serão muitas as novidades nesta nova era do futebol(já existentes em lei, porém não cobradas);

1- Os clubes precisam apresentar antes do inicio de cada temporada as suas projeções de receitas e despesas para a temporada que se incia, para cada receita a empresa que estará patrocinando o clube deverá apresentar uma carta de responsabilidade de aporte do valor conforme descrito em documento;

2- Os clubes não poderão ultrapassar com salários de jogadores o correspondente a 60% de sua projeção de receitas;

3- Cada clube deverá apresentar um quadro administrativo que será responsável pelo gerenciamento do  clube nos âmbitos, administrativo, financeiro e jurídico.

4- A grande novidade fica por conta das cotas de televisão, que serão divididas de forma uniforme e cada clube poderá comercializar espaços específicos em seu estádio que irá possibilitar o aumento de sua cota comercial.

5- Os clubes que não apresentaram o balanço patrimonial de acordo com as novas regras federais  e conforme determina a Lei Pelé serão excluídos do campeonatos subsequentes, pois seu presidente não terá mais poderes por determinação da entidade que administra o futebol;

A LIGA tem sua primeira edição na temporada 2020/2021 exatamente, nossos campeonatos seguirão o formato do calendário mundial, ou quase que na totalidade de futebol.

22 de jul. de 2018

Um pesadelo chamado PROFUT

Quando o bom senso iniciou o processo objetivando a modernização do futebol brasileiro em 2013 a esperança pairou no ar, foram protestos significativos no campeonato brasileiro e posteriormente acompanhamos os resultados destas ações.

Foi iniciado um estudo a cerca do fair-play financeiro e novas posturas que deveriam ser adotadas pelos clubes e federações a cerca do futebol.

O grande resultado esperado por todos que vivem do futebol foi posto em pratica com a aprovação da Lei Profut dia 04 de agosto de 2015, ainda este ano os clubes tiveram a oportunidade de refinanciar suas dividas fiscais com a União, aparentemente vivíamos uma nova realidade, uma esperança que praticamente se tornava realidade pouco a pouco.

Os anos passaram um total de 127 clubes aderiram ao programa de refinanciamento e acreditava-se que poderíamos viver uma nova era, porém nem mesmo os que aderiram nos proporcionaram alegrias nesta renovação, menos de 20% dos clubes pagaram a primeira parcela do financiamento que ainda contava com uma redução significativa da divida.

Passados pouco mais de dois anos da aprovação da Lei Profut o supremo tribunal federal suspendeu todas as obrigatoriedades, realmente estamos longe de nos tornar um exemplo de gestão, todo processo para que o profut saísse de órbita foi articulado pela CBF que lançou no mesmo mês de setembro de 2017 as novas regras para licenciamento dos clubes, ou seja, todo poder do futebol continua exclusivamente com a CBF, regras e mais regras impostas e fiscalizadas pela CBF com seu presidente e ex-presidentes denunciados em esquemas de corrupção.

Mais um ano da aprovação da lei esta se completando e o que vemos é o descaso pela grande maioria dos clubes e entidades que fiscalizam. A nova entidade que fiscaliza o nosso futebol até se posicionou com relação ao balanço patrimonial dos clubes da Série A do Brasileiro, mas o futebol nacional não se limita a 20 clubes e a morosidade do processo de fiscalização só nos remete ao descaso que vivemos.

Com a retomada do blog pretendo focar na analise dos balanços patrimoniais e suas características técnicas de acordo com as normas que foram desenvolvidas no final de 2017.

7 de jun. de 2017

SEJA VOCÊ A MUDANÇA NO FUTEBOL!

Vai mais uma pequena reflexão ao nosso futebol, uma realidade em que vivemos atualmente é que as equipes estão preocupadas apenas com o “EU”, ainda não existe uma preocupação do espetáculo futebol, e temos exemplos de ligas em crescimento que trabalham em conjunto e com regras básicas fundamentais para a saúde do esporte.

O futebol brasileiro ainda não caiu na realidade do espetáculo, campeonatos ainda deficitários, e não é culpa de uma ou outra equipe especificamente e sim de uma cultura que vem de décadas.

Por mais que algumas equipes tentem vender o futebol como um produto rentável, por mais que alguns profissionais tentem transmitir essa informação, ainda está enraizado aquela situação de que “EU” sou mais importante que todos os demais, o "EU" sou mais importante do que o conjunto, ainda no nosso futebol o importante é o “EU” não o “NOSSO”.

Enquanto não mudarmos a cultura este será o futuro de muitos clubes de futebol e suas belas estruturas.

Até quando o produto vai ser vendido como o EU??? Onde esta este erro?? Não precisamos de muito para saber que o produto futebol deveria ser comercializado de uma forma mais conjunta em todas as competições.

Temos campeonatos deficitários e este não é um problema exclusivo dos clubes, é principalmente das federações que administram mau suas competições, sim as federações são as culpadas por estarem organizando competições problemáticas, não fiscalizar os clubes da forma como deveria, impor regras abaixo das capacidades das instituições, ou pior, impor as regras e não fiscalizar para que as mesmas tenham um cumprimento e consequentemente a imagem do futebol melhore.

Está na hora de mudar esta cultura arcaica, não existe uma pensamento lógico de que uma competição organizada, patrocinada e vendida da melhor forma possível, e que isso vai ser melhor para todos, e não uma competição catastrófica que apresenta todas as dificuldades possíveis e impossíveis de se ver no futebol, a federação é para os clubes, e ela vive dos clubes, só os clubes que não entenderam ainda este processo.

A Federação é parte do processo mas não é o “TODO”, ela não tem que ser a dona do negócio ela tem que ser alguém que vai fazer parte desse processo, mas até quando os clubes vão manter esse pensamento de que as Federações são o todo??? As Federações são nada e os clubes são TUDO, mas enquanto os diretores de clubes não entenderem isso, assim continuará o nosso futebol, deficitário. POUCOS COM MUITO e MUITOS COM POUCO e todas as equipes com suas dificuldades básicas, mas essas dificuldades não estão ai por acaso, começa nos estaduais onde a desvalorização das equipes é visível em todos os sentidos.

Continuaremos com mais uma pergunta sem resposta, até quando os clubes irão permitir a continuidade deste processo.


Por Tiago Borges

30 de abr. de 2017

Contabilidade no Futebol


Mais um ano econômico se encerrou no dia 28 de abril de 2017, dia em que todos os clubes do futebol brasileiro deveriam ter publicado seus demonstrativos contábeis referente ao ano de 2016, sabemos que ainda estamos distantes de conseguir esta perfeição do nosso futebol e muito menos contar com as entidades federativas para organizar tal procedimento.
Conforme leis nacionais (PELÉ 1998 E PROFUT 2015) as punições deveriam ser impostas a todos os presidentes de clubes profissionais do nosso amado futebol, que muitas vezes esta mais para futebol amador que profissional, mas a luta continua a cada temporada.
Em Santa Catarina cinco dos 25 clubes profissionais não publicaram seus demonstrativos, na ordem da Série A Tubarão, Internacional de Lages, Navegantes e da Série C Porto e Caçador,  mesmo assim as demais instituições que publicaram apresentam alguns erros administrativos, mas ao menos publicaram seus demonstrativos, importante também fazer uma colocação a cerca das diferentes formas de publicação das associações.

Diferente de Santa Catarina que cobra dos clubes, no Rio Grande do Sul, no site da Federação não existe publicação de seus filiados, e no meio de 2016 enviei e-mail a FGF questionando o porque de não cobrarem os clubes do procedimento e fui informado pela entidade que não poderia exigir dos clubes (?????) fiquei com mutias interrogações e o questionamento fica ao ministério público, que deveria tomar as medidas necessárias para tal obrigatoriedade, sendo que as leis federais não estão sendo respeitadas.
De acordo com NBC T 10.13 (2004) os clubes deveriam padronizar seus demonstrativos contábeis, mas depois de mais de 10 anos de publicação da norma, ainda não conseguimos atingir esta maturidade administrativa, culpa dos clubes? Acredito que na totalidade não, por contarmos na sua grande maioria por apaixonados pelos clubes o grande vilão neste história é a federação de cada estado que não obriga este procedimento.


#contabilidade #futebol #futeboladministração #administração #soccer #bussiness #fcf  #gestão 



4 de mai. de 2016

Mais uma goleada!

Chegamos em maio de 2016, passaram praticamente 18 anos do surgimento da Lei Pele (muitas foram as alterações até hoje), e na última sexta-feira(29 de abril) completamos mais um ano econômico, sendo a data limite para publicação de todos os clubes profissionais de seus balanços patrimoniais com parecer de auditoria INDEPENDENTE.

Esta noticia sem dúvida deveria estar em todos os jornais do nosso Brasil, deveríamos ter inclusive programas esportivos voltados a analisar os resultados econômicos dos clubes, suas variações apresentadas e suas projeções para o ano, mas aqui não estamos preocupados com gestão e sim somente com o futebol dentro de quatro linhas, alguns comentaristas estão em programas de TV falando em amadorismo de diretores, mas não existe um consentimento da imprensa sobre a importância deste assunto.

Assim, estamos esta semana sofrendo mais uma goleada no futebol, o pior de tudo é que não existe um vencedor neste resultado, clubes continuam com seus presidentes amadores e federações com seus ditadores.

Quem esta envolvido com o futebol a alguns anos sabe o quanto este mercado é sujo em clubes que não presam pelo gerenciamento consciente e profissional, atletas sem salários, sem alimentação, sem condições de treinamento, algo tão normal no nosso futebol "amador", se bem que não podemos taxar clubes profissionais de amadores, pois existem muitos clubes amadores com organização infinitamente superior a os ditos profissionais.

Levantar a bandeira da gestão profissional é oque resta as pessoas que querem o bem do nosso futebol, esperamos o mesmo de órgãos como Bom Senso e Primeira Liga. Por mais complicado que sejam nossas teorias, são importantes para a credibilidade e o respeito no futebol.
Apaixonado por Futebol


4 de out. de 2015

Balanço patrimonial


Sabemos da obrigatoriedade de publicação do balanço patrimonial por parte dos clubes, conforme  lei sancionada de número 12.395, de 16 de março de 2011, publicada no Diário Oficial da União de 17/03/2011, que, dentre outras providências, alterou a Lei nº 9.615/98 (Lei Pelé) e entrou em vigor dia 17/03/2011, onde estabelece, de acordo com a nova redação do inciso I do art. 46-A, que as entidades de administração de desporto (Confederações e Federações) e as de prática desportivas (clubes) envolvidas em qualquer competição de atletas profissionais, independentemente da forma jurídica adotada ficam obrigadas a elaborar suas demonstrações financeiras, separadamente por atividade econômica, de modo distinto das atividades recreativas e sociais, nos termos da lei e de acordo com os padrões estabelecidos pelo Conselho Federal de Contabilidade, e, após terem sido submetidas à auditoria independente, providenciar sua publicação até o último dia útil do mês de abril do ano subseqüente, por período não inferior a 3 (três) meses, em sítio eletrônico próprio e da respectiva da respectiva entidade de administração ou de liga desportiva.  

Foi salientado ainda em oficio da Federação Catarinense de Futebol que, as entidades dirigentes (Confederações e Federações) e os clubes profissionais que não cumprirem o dispositivo legal acima mencionado os seus dirigentes serão afastados e será declarada a nulidade de todos os atos praticados pelos dirigentes em nome da entidade após a infração, ficando os dirigentes das entidades dirigentes inelegíveis por dez anos e os dirigentes de clubes inelegíveis por cinco anos.

Gostaria de aproveitar a oportunidade e perguntar a todos os clubes que se dizem profissionais e não publicam seus balanços patrimoniais, qual o motivo que leva uma instituição a não publicar algo que é exigido por lei, isso é uma grande perguntar que gostaríamos de fazer a todos os dirigentes que se dizem presidentes de clubes profissionais. Pelo que pude observar no site da Federação Catarinense de Futebol apenas 10 equipes profissionais publicaram seus balanços e estão de acordo com a lei... E agora FCF????

FONTE: Circular FCF/2011

30 de out. de 2014

Gerenciamento consciente

Normalmente falo em gestão esportiva ou planejamento estratégico, hoje resolvi modificar a palavra chave do texto e usar o termo gerenciamento. 

Acompanhando o Redação Sportv hoje (30/10/14) me deparei com lamentações referente as medidas que os clubes Guarani e Portuguesa pretendem adotar objetivando uma saúde financeira para a equipe, não podemos ficar lamentando tal medida administrativas das organizações sem analisar os fatos, temos sim é que verificar as melhores ações que serão adotadas pelo clube nos próximos passos administrativos.
Um clube não deve simplesmente decidir vender seu estádio sem fazer um plano de negócio, uma analise aprofundada e detalhada da situação.

Na minha visão três pontos importantes devem ser estudados;
- Primeiro verificar ao longo de sua história qual a média de torcedores que acompanham os jogos do clube, uma análise financeira aprofundada desta situação,  bem como, qual competições que apresentam um volume significativo na demanda.

Nesta temporada de 2014 na Série B como exemplo a Portuguesa tem um péssimo resultado, em 15 jogos como mandante a média é pouco mais de 1.000 torcedores, o déficit desta competição sem dúvida que é muito alto para uma equipe da Série B nacional.
- Segundo qual a localização geográfica desta equipe, fatores importantes e relevantes que precisam ser adotados para tais posicionamentos.
- Quais medidas estratégicas ponderadas serão necessárias após esta "mudança".

Falando basicamente sobre os dois clubes podemos rapidamente verificar posições positivas e negativas nas duas decisões, acredito que para a Portuguesa o fato de negociar o Canindé é algo de grande valia, tendo em vista que esta localizada em um grande centro e a construção de um pequeno estádio seria suficiente para atender a demanda de seus torcedores, salientando que esse estádio deve levar em consideração fundamentalmente sua localização geográfica no município, qual possibilidade de agregar ao estádio novos negócios e não apenas utilizar o mesmo somente para jogos oficiais. 

Por outro lado para o Guarani a venda do Brinco de Ouro deve ter um estudo maior que os números, pois, além de ter uma forte rivalidade local a construção de um estádio de menor tamanho e nova localização pode ser um fator que a levaria a perdas significativas e gerar ainda mais dificuldade para administração da diretoria e este reforço financeiro não teria um resultado satisfatório em médio prazo.

O titulo fala em gerenciamento, desta forma não poderia deixar de fazer um breve resumo, esta significativa palavra se refere à ação e ao efeito de administrar/gerenciar. Através do gerenciamento se levarão a cabo diversas diligências, trâmites, as quais conduzirão ao lucro de um objetivo determinado, de um negócio ou de um desejo que leva longo tempo em planos, como se diz popularmente, em um gerenciamento terá que dirigir, governar, dispor, organizar e por em ordem para conseguir os objetivos propostos, uma tarefa que requererá de muita consciência, esforço, recursos e boa vontade para ser levada a cabo satisfatoriamente. Um gerenciamento, então, poderá estar orientado a resolver um problema específico, a concretizar um projeto, um desejo, mas também pode se referir à direção e administração que se realiza em uma empresa, uma organização, um negócio, e inclusive a nível governamental. O gerenciamento pode ser subdividido em diversos tipos, como, projetos, tempo, social, conhecimento e ambiental, mas foquei apenas na palavra gerenciamento.

Desta forma vale salientar que o processo de decisão deve ser adotado com base no máximo de informações possíveis e gerenciar será fundamental para um retorno significativo para a instituição.


A virada do futebol brasileiro (Um sonho)!

O ano é 2020 a marca de uma nova era no futebol brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol abriu mão do gerenciamento das Série A e ...