29 de set. de 2012

Receitas do futebol nacional 2011


A consultora BDO RSC através da sua secção de Esporte Total, revelou recentemente as 20 maiores receitas dos clubes Brasileiros em 2011. Os 20 clubes analisados geraram uma receita total de R$ 2140 milhões (828 milhões de Euros), o que representa um crescimento de 27% em relação a 2010. Se retiradas as receitas provenientes da transferência de jogadores, o volume gerado dos 20 clubes alcança dos R$ 1810 milhões (700.3 milhões de Euros), uma evolução de 28% em comparação com o exercício anterior.
A evolução das receitas em 2011 demonstra que o mercado brasileiro de clubes de futebol registou um crescimento acima da sua média histórica, uma vez que o crescimento de 27% dos 20 clubes, é três vezes superior ao crescimento de 2010 e o dobro do registado em 2009 e 2008.
Os clubes presentes no estudo, apresentaram em 2011 um crescimento na sua receita consolidada de R$457 milhões (175.7 milhões de Euros). Que retiradas as transferências de atletas atinge os R$401 milhões (155.1 milhões de Euros), ou 88% do total gerado.

Receitas dos Clubes Brasileiros 2011

ClubesRec.2011 (R$)Rec.2011 (€)Rec.2010 (R$)Rec.2010 (€)Variação
1Corinthians290.489112.396212.63382.27237%
2São Paulo226.06387.468195.71575.72616%
3Internacional198.21276.692179.16569.32211%
4Santos189.11373.171116.50845.07962%
5Flamengo185.00571.582128.55849.74244%
6Palmeiras148.11457.308122.31547.32621%
7Grêmio143.30355.447115.84744.82324%
8Vasco da Gama136.59152.85083.55832.33063%
9Cruzeiro128.69249.793101.39139.23027%
10Atlético99.80138.61593.29036.0967%
11Fluminense80.17431.02176.82229.7244%
12Coritiba66.57725.76030.69611.877117%
13Botafogo59.54423.03952.69920.39013%
14Figueirense40.17215.54316.8986.538141%
15Vitória34.23413.24642.13616.303-19%
16Portuguesa29.15311.28024.6099.52218%
17São Caetano25.3429.80519.1037.39133%
18Barueri21.3838.27317.5996.80922%
19Goiás17.1016.61730.37311.752-44%
20Ponte Preta16.3196.31419.0617.375-14%
(1) Internacional-RS- A receita bruta total de 2010 passou de R$ 200,8 milhões para R$ 179,2 milhões, segundo o
balanço do clube. (2) Palmeiras- A receita bruta total de 2010 passou de R$ 148,3 milhões para R$ 122,3 milhões, segundo o balanço do clube.(3) Para a conversão dos valores de (R$) Reais em (€) Euros, foi utilizada a cotação de 1 EUR – 2.58452 BRL, de 21.05.2012.
Considerando as receitas apresentadas pelo Corinthians sem transferências de jogadores no valor de R$ 230.7 milhões (89.2 milhões de Euros), este seria o único clube Brasileiro a entrar no Deloitte Football Money League 2012, ainda que na 29ª posição. Do Deloitte Football Money League constam os clubes Europeus que maiores receitas geraram sem transferência de atletas.

Evolução das Receitas

Os novos contratos de televisão dos clubes brasileiros foram os grandes responsáveis do aumento significativo das receitas, sendo que em 2007 representavam cerca de 22% das receitas, passando em 2011 para os 36%. As receitas de patrocínios e publicidade apresentam a segunda maior evolução depois dos direitos TV. Em 2007 este tipo de receita representava em média de 12% das receitas totais dos clubes, passando em 2011 a representar 18%.
Devido ao cenário económico actual do futebol Europeu, as receitas provenientes da transferência de jogadores, baixaram consideravelmente nos últimos anos, passando de uma representatividade de 37% em 2007, para 15% em 2011. As receitas de bilheteira representam actualmente em média 8% das receitas dos clubes, uma descida  em relação ao exercício de 2009. No entanto esta curta variação é resultante das obras em curso nos estádios, tendo em vista o mundial da FIFA em 2014, prevendo-se que depois do evento o aumento seja significativo.


Fonte:futebolfinance
(Concluindo a série, amanhã comentário sobre o endividamento)

28 de set. de 2012

Reuniões check list

Terminando a semana e objetivando a semana seguinte, segue abaixo um breve informativo relacionado a melhor forma de tornar suas reuniões produtivas. 


Temos aqui um checklist que você e sua equipe devem fazer para conseguir reuniões mais produtivas no ambiente de trabalho. 

Começar dividindo o processo da reunião, em 3 etapas: 
e

PRIMEIRO - - Convocação (que acontece antes da reunião propriamente dita);
(  ) Existe um objetivo específico, claro a ser atingido com a reunião que será convocada
(  ) O objetivo da reunião foi dividido em pequenos itens, com tempo estimado definido, para serem discutidos na reunião
(  ) Estou convocando apenas as pessoas essenciais para a reunião
(  ) O tempo de duração da reunião está adequado com o objetivo e tópicos definidos.
(  ) Caso a reunião tenha duração superior à 2 horas, estou planejando um intervalo de 10 minutos.
(  ) Reservei o horário da sala de reuniões
(  ) Defini e reservei o material necessário para reunião (datashow, som, flip charts, canetas, etc)
(  ) Caso a reunião seja externa, forneci informações detalhadas da localização da mesma, para evitar atrasos.
(  ) Confirmei a participação das pessoas na reunião

SEGUNDO -  Condução (que é a própria reunião) 

(  ) Foi definido um líder para a sessão desta reunião
(  ) A reunião foi iniciada no horário e todos os participantes foram informados da intenção de terminar a reunião no horário.
(  ) O objetivo da reunião e os pontos de discussão foram pontuados no inicio e a reunião está sendo conduzida seguindo esta pauta.
(  ) Existe alguém responsável por anotar os principais tópicos da reunião e compartilhar após a reunião.
(  ) Conversas paralelas estão sendo cortadas, para focar no assunto da reunião.
(  ) Foi realizado um intervalo de 10 minutos para cada 2 horas de reunião.
(  ) Foram definidas tarefas com responsáveis e prazo.
(  ) Encerramos a reunião com o objetivo alcançado e fizemos algumas ponderações sobre o processo da reunião e o que pode ser melhorado nas próximas.

TERCEIRO - Acompanhamento (que é a pós-reunião)

(  ) A sala de reunião foi liberada e limpa para próximas sessões.
(  ) As anotações da reunião foram distribuídas a todos os participantes por e-mail.
(  ) As tarefas definidas na reunião estão sendo cumpridas e acompanhadas.

Despesas do Dpto de Futebol, temporada 2011

A equipe de Consultoria BDO RSC, através de sua secção de Esporte Total, revelou recentemente os gastos com o Departamento de Futebol dos 20 clubes brasileiros que mais arrecadaram em 2011. Esse grupo seleto do Futebol Brasileiro chegou à marca de R$ 1.55 bilhões em despesas com seu departamento mais importante. Esse valor representa um aumento de 17,6% quando comparado aos R$ 1,31 bilhão de 2010. Quando se olha um pouco mais para trás, no ano de 2007, esses gastos foram de R$ 869 milhões, o que significa um aumento de 78% nos últimos cinco anos.

Custo do Futebol Perante Receita Total

Uma relação importante de se observar é o quanto as despesas com o Departamento de Futebol representam das Receitas Operacionais dos clubes, uma medida de eficiência da gestão das instituições. Como as despesas com o Departamento de Futebol desses clubes tem crescido mais do que suas receitas operacionais, esse índice vem aumentando desde 2007, porém registrou um recuo de 78,3% em 2010 para 72,4% em 2011. As receitas de 2011 foram parcialmente impactadas pelo novo contrato de transmissão dos jogos da Serie A do Campeonato Brasileiro que já foi em parte antecipado nos resultados desse ano e cresceram 27% em R$ (reais), como pode ser visto no artigo “Receitas dos Clubes Brasileiros em 2011”. Além disso, as despesas não acompanharam esse aumento em 2011 e os Clubes não gastaram todo o incremento de receita com seus Departamentos de Futebol.

Fonte: BDO
Em 2011 os Clubes do futebol brasileiro apresentaram um incremento nos gastos com seus Departamentos de Futebol que superou os R$ 230 milhões, de longe o maior incremento anual dos últimos cinco anos, sendo a maior parte desses gastos com salários. Isso mostra que os Clubes já começaram a praticar outro nível de gastos no que diz respeito à remuneração de seus atletas, ou seja, o incremento da receita vindo de um novo contrato de transmissão de jogos que mudou o patamar das receitas dos Clubes já está impactando o nível de preços do mercado futebolístico brasileiro. Isso mesmo antes do contrato supracitado entrar em vigor, o que mostra a antecipação desse fluxo futuro por parte dos Clubes.

Despesas do Departamento de Futebol dos Clubes Brasileiros em 2011

ClubeUFCusto Futebol 2011Custo Futebol 2010Var. % 2010-11Custo Futebol 2007Var. % Ultimos 5 Anos 2007-11
CorinthiansSP197.386153.39928,7%114.75972,0%
InternacionalRS147.500136.5078,1%107.66437,0%
São PauloSP145.883132.08310,4%110.51732,0%
SantosSP142.42187.15063,4%61.388132,0%
PalmeirasSP115.856151.900-23,7%62.28886,0%
FlamengoRJ108.61669.27356,8%55.41696,0%
GrêmioRS96.27193.6932,8%54.08578,0%
AtléticoMG91.31770.40829,7%43.278111,0%
CruzeiroMG88.83177.25015,0%51.05274,0%
Vasco da GamaRJ78.54769.33113,3%37.582109,0%
FluminenseRJ64.20354.82317,1%35.47181,0%
BotafogoRJ59.62642.32340,9%25.924130,0%
CoritibaPR50.27031.48859,6%11.477338,0%
FigueirenseSC35.81818.35095,2%14.270151,0%
GoiásGO26.82829.799-10,0%24.38910,0%
VitóriaBA23.44123.1161,4%12.02195,0%
PortuguesaSP19.94722.036-9,5%13.29850,0%
Ponte PretaSP19.85022.017-9,8%10.28593,0%
São Caetano LtdaSP18.65114.36429,8%18.2852,0%
GR Barueri(Prudente)SP14.34915.202-5,6%5.035185,0%
TOTAL1.545.6111.314.51217,6%868.48778,0%
Valores em R$ mil
Fonte: BDO

Momento de Euforia e Antecipação de Recursos

Os clubes europeus, historicamente os principais clientes do futebol brasileiro em termos de transferência de atletas, passam por um momento de contenção de gastos, tendo em vista a situação econômica do velho continente que tem impactado as receitas daquela região. Já é possível ver um movimento inverso tomando força, onde os atletas brasileiros passam mais tempo atuando em campos nacionais do que indo jogar no exterior precocemente, além de jogadores consagrados voltando a atuar em solo brasileiro antes do que se via há alguns anos atrás. Quando o valor “cheio” das receitas de transmissão começar a entrar nas contas dos Clubes, esse movimento pode se tornar regra e a indústria esportiva verificar uma mudança em como o mercado funciona. Esse é um cenário que pode se tornar perverso para as principais instituições do futebol brasileiro se elas não souberem controlar seus gastos.
Um exemplo que vem se materializando no presente é o contrato do C. R. Flamengo com seu principal atleta, Ronaldinho Gaúcho: expectativas infladas com relação ao astro fizeram o Clube assinar um contato com remuneração mensal milionária que há alguns meses não vem sendo cumprido pelo contratante. Dentro de alguns anos outros clubes podem começar a demonstrar dificuldade de honrar seus compromissos firmados ao longo de 2011 única e exclusivamente por terem se comprometido a gastar em demasia quando o momento era de empolgação e não terem se preocupado com a gestão de caixa do Clube. Parcimônia em momentos de euforia não pode ser considerada um pessimismo exagerado e sim uma decisão estratégica para não encontrar problemas no futuro.

Fonte:futebolfinance
(Amanhã o comentário sobre as receitas)

6 de ago. de 2012

Opostos


Que o futebol profissional pode causar muito estresse a seus dirigentes é verdade, mas temos uma realidade dura na maior cidade catarinense, de um lado o Joinville Esporte Clube que domina o futebol em todos os sentidos na cidade e do outro o Caxias Futebol Clube que vive a triste realidade do futebol mau administrado.

O que pode tornar as duas equipes tão diferentes se ambas estão localizadas na mesma região?? Seria isso apenas um fato determinado pela divisão em que se encontram no futebol regional?? Gosto de colocar algumas perguntas antes de explanar minha opinião sobre o futebol, este post tem como foco a equipe do Caxias, apesar de mencionar as duas inicialmente.

Sem dúvida que o Joinville tem enorme vantagem com relação a sua trajetória no futebol nacional e estadual no presente momento, mas o Joinville não tem a estrutura que o Caxias possui e isso na minha opinião é o grande diferencial, o JEC como é conhecido na cidade tem uma ótima gestão e desta forma mesmo sem possuir um estádio próprio "faz chover" na cidade.

O Gualicho como é conhecido o Caxias passa por um momento turbulento desde o ano passado e como estava trabalhando no clube a um ano eu tenho a certeza que oque falta ao alvi-negro da manchester catarinense é administração, apenas conseguir(ou não) valores para fazer o clube andar não é determinante para uma ótima gestão extra campo, é preciso saber administrar o dinheiro arrecadado da melhor forma possível e também devem ser  oportunizadas novas fontes de receita para o clube que tem tudo para ser o maior da cidade do norte catarinense, mas peca nas coisas simples do dia a dia do futebol.

E conforme mencionado pela revista gestão no esporte e de conhecimento de nós pesquisadores da gestão no futebol, segue abaixo algumas colocações importantes e fatores que são ignorados por quase a totalidade dos clubes nacionais e são  determinantes para se obter um resultado significativo;  

Uma primeira colocação esta ligada a falta de organização administrativa que acaba afastando os potenciais investidores, estes investidores que analisam a forma de administração do clube, pois sendo bem administrado não há duvidas que irá trazer retorno financeiro a empresa. 

Para qualquer entidade esportiva ter uma melhor imagem na sociedade o passo inicial seria aderir ao planejamento estratégico, principalmente pelas tendências e mudanças que estão ocorrem no esporte constantemente. 


Salientando que o Planejamento estratégico deve ser coordenado por um período de longo prazo, levando em consideração os caminhos, orientações e objetivos que a entidade deve seguir. Muitas equipes que iniciam um planejamento querem dar o “passo maior que a perna” e acabam por não atingir os objetivos, contraindo dívidas que prejudicarão o andamento do processo.

Problemas comuns na administração do futebol são os esperdícios, irregularidades e falhas de estratégias administrativas. Uma administração adequada e responsável pode conduzir um trabalho profissional com recursos financeiros aceitáveis e sem excessos.

Com os avanços tecnológicos de hoje, é inadmissível dirigentes que trabalhem sem responsabilidade e que liderem as entidades com empirismo, reforço ainda que os clubes devem ser geridos como empresas, independentemente da modalidade e do objetivo final.

Não estou aqui dizendo que o Joinville é gerido como empresa até porque não tenho esta informação, mas o objetivo de tal postagem é reforçar que o Caxias tem tudo que o Joinville não possui em termos estruturais e históricos e só estará em situação melhor financeiramente e de imagem na sociedade se começar a adotar ferramentas administrativas que mudem a realidade, porque continuar fazendo oque todos os clubes fazem é um erro grotesco.





A virada do futebol brasileiro (Um sonho)!

O ano é 2020 a marca de uma nova era no futebol brasileiro, a Confederação Brasileira de Futebol abriu mão do gerenciamento das Série A e ...