O futebol é o esporte mais popular do mundo. Milhões de indivíduos se unem de quatro em quatro anos para prestigiar o que é uma idolatria mundial. No entanto muitos ainda não sabem que cada vez mais este esporte esta sendo desvestido de ÉTICA.
Falar sobre o futebol no Brasil é fácil, todo mundo sabe pelo menos do que se trata. A frase “no Brasil, todo mundo é técnico de futebol” promulga bem a força com que esse esporte consegue as pessoas aqui em nosso país. Neste momento, estamos com nossos pensamentos voltados para a Copa do Mundo, onde poderemos manifestar a tradição de enfeitar as ruas, pendurar bandeiras e viver intensamente a copa de 2014, mas até lá teremos muitas dúvidas no ar sobre este evento que esta sendo preparado para o mundo.
Mas e falar da ética no futebol? O que envolve essa ética? Neste pequeno comentário vou analisar o que é ética. Entende-se por ética quaisquer regras que são dadas de modo normativo. Ou seja, existem normas de conduta que uma pessoa deve seguir, que variam de sociedade para sociedade, e que ao agir de acordo com essas normas, fazem com que essa pessoa aja de modo ético. Portanto, falar de ética significa falar de uma ação que é guiada por um padrão construído socialmente.
No futebol temos na minha opinião apenas um exemplo prático a questão do “fairplay”, palavra esta que significa “jogo limpo”. Bem, a partir dos elementos lealdade, honra e jogo limpo já dá para imaginarmos o que fairplay significa na prática: honestidade na execução da tarefa e respeito pelo adversário. A ideia do fairplay é bastante bonita, pois procura tratar o esporte como uma prática lúdica, que remete ao prazer de jogar. No entanto, vivemos em mundo capitalista em que o dinheiro e a profissionalização norteiam essa prática. Você já deve ter ouvido seus pais ou avôs comentando que os jogadores de hoje não têm ética; que bons eram os de antigamente que não pensavam em dinheiro: gostavam de jogar e entravam em campo para ganhar.
Hoje, com a extrema profissionalização e, junto com ela os super salários, muitos jogadores têm medo de ser machucar, jogando de modo mais cauteloso.Podemos dizer que hoje os atletas de futebol não atuam com ética? Se sua análise for racional, perceberá que eles atuam com ética sim, haja vista que fazem tudo o que é exigido deles. O que é preciso lembrar é que atletas são profissionais e que “jogar com o coração”, embora faça o esporte ficar mais bonito e apaixonante, não é uma exigência de contrato e, portanto, a falta com esse item não faz com que o jogador seja menos ético no exercício de sua profissão.
Tudo isso faz com que cheguemos a uma conclusão: o futebol talvez seja o esporte que mais esteja próximo de se tornar uma mercadoria: o jogador é “vendido” ou “comprado”; os preços dos ingressos são abusivos; assim como as camisas oficiais.
A cada temporada o futebol fica ainda mais comerciável: álbum de figurinhas; lanchonetes oficiais e etc...
A cada temporada o futebol fica ainda mais comerciável: álbum de figurinhas; lanchonetes oficiais e etc...
Restam então as perguntas: Qual é a ética existente no uso do jogador como mercadoria? E no uso de um esporte e de um campeonato (como é o caso da Copa do Mundo) como instrumento de marketing é uma ação conduzida eticamente? Os gestores e suas ações anti-desportivas? Enfim temos tantas questões que precisam ser reavaliadas no mundo do futebol.
